Crooked Timber

Out of the crooked timber of humanity no straight thing was ever made.

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Ecce Homo – Amor fati

enUS

My formula for greatness in a human being is amor fati: that one wants nothing to be different, not forward, not backward, not in all eternity. Not merely bear what is necessary, still less conceal it—all idealism is mendacity in the face of what is necessary—but love it.

ptBR

Minha fórmula para a grandeza no homem é amor-fati: não querer nada de outro modo, nem para frente, nem para trás, nem em toda eternidade. Não meramente suportar o necessário, e menos ainda dissimulá-lo – todo idealismo é mendacidade diante do necessário -, mas amá-lo.

On the vanity of existence

enUS

That human life must be some kind of mistake is sufficiently proved by the simple observation that man is a compound of needs which are hard to satisfy; that their satisfaction achieves nothing but a painless condition in which he is only given over to boredom; and that boredom is a direct proof that existence is in itself valueless, for boredom is nothing other than the sensation of the emptiness of existence. For if life, in the desire for which our essence and existence consists, possessed in itself a positive value and real content, then would be no such thing as boredom: mere existence would fulfill and satisfy us. As things are, we take no pleasure in existence except when we are striving after something — in which case distance and difficulties make our goal look as if it would satisfy us (an illusion which fades when we reach it) — or when engaged ill purely intellectual activity, in which case we are really stepping out of life so as to regard it from outside, like spectators at a play. Even sensual pleasure itself consists in a continual striving and ceases as soon as its goal is reached. Whenever we are not involved in one or other of these things but directed back to existence itself we are overtaken by its worthlessness anti vanity and this is the sensation called boredom.

ptBR

Está suficientemente claro que a vida humana deve ser algum tipo de erro, com base no fato de que o homem é uma combinação de necessidades difíceis de satisfazer; ademais, se for satisfeito, tudo que obtém é um estado de ausência de dor, no qual nada resta senão seu abandono ao tédio; e esse tédio é a prova precisa de que a existência em si mesma não tem valor, visto que o tédio é meramente o sentimento do vazio da existência. Se, por exemplo, a vida — o desejo pelo qual se constitui nosso ser — possuísse qualquer valor real e positivo, o tédio não existiria: a própria existência em si nos satisfaria, e não desejaríamos nada. Mas nossa existência não é uma coisa agradável a não ser que estejamos em busca de algo; então a distância e os obstáculos a serem superados representam nossa meta como algo que nos satisfará — uma ilusão que desvanece assim que o objetivo é atingido; ou quando estamos engajados em algo que é de natureza puramente intelectual — quando nos distanciamos do mundo a fim de podermos observá-lo pelo lado de fora, como espectadores de um teatro. Mesmo o prazer sensual em si não significa nada além de um esforço contínuo, o qual cessa tão logo quanto seu objetivo é alcançado. Sempre que não estivermos ocupados em algum desses modos, mas jogados na existência em si, nos confrontamos com seu vazio e futilidade; e isso é o que denominamos tédio.